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Quem sou eu?

 

Por toda a vida buscamos trazer a felicidade às pessoas ao nosso redor. Corremos, lutamos, disputamos e brigamos pelo melhor, mas esquecemos de refletir para quem é o melhor: Para nós ou para os outros?

Tentamos provar a todos ao nosso redor que somos perfeitos, fazemos o melhor do melhor. Tentamos ser o(a) melhor profissional, o melhor pai, a melhor mãe, o(a) melhor filho(a), o(a) melhor parceiro(o). Dedicamos nossa vida a todos, mas mesmo assim nem sempre estamos satisfeitos, por que o que queremos é alegrar aos outros e acabamos esquecendo nós mesmos. 

A busca pela aprovação e pelo amor dos outros, provoca uma ansiedade descontrolada, que faz com que dediquemos a vida a limpar, cozinhar, lavar, trabalhar, cuidar, arrumar, se preocupar, e o verbo viver acaba sendo deixado de lado. No fim das contas acabamos sendo quem os outros querem que sejamos, e não realmente o que queremos ser. 

Muitas vezes o melhor que fazemos ainda não é satisfatório para os outros, e ficamos ainda mais frustrados, por não recebermos o elogio esperado. E então quem somos nós, se não somos perfeitos como queremos? 

O problema é exatamente este, não somos perfeitos. Naturalmente teremos erros no trabalho, com amigos, com a família. E creio que não seja um problema errar, desde que saibamos que fizemos o melhor que podíamos. Preste atenção, eu disse, o melhor que podíamos e não o melhor que esperavam de nós, porque temos limites, damos conta até determinado ponto e temos que saber repassar estes limites aos outros, senão nunca conseguiremos dizer “não” e nunca sobrará tempo para nós mesmos. 

É muito frequente ver pessoas que se dedicam de tal forma a vida dos outros, que não conseguem tirar uma hora por semana para fazer algo a si mesmas. Deixam de lado seu trabalho, sua vida, para fazer tudo que os outros desejam. Temos nossos pais para ajudar, depois irmãos, esposo/a, filhos, netos e etc. Nunca acabam as pessoas, e sempre aumenta o saldo de preocupação. Ficamos tão focados e atentos aos outros durante a vida toda, que na velhice, muitos não dormem, tem dores de cabeça, ou no corpo, ansiedade, depressão, simplesmente por não conseguirem se desligar dos problemas dos outros, virando uma obsessão querer saber de tudo que ocorre com todos. 

Não estou dizendo aqui que temos de deixar todo mundo de lado e cuidar somente de nossas vidas, às vezes precisamos auxiliar os outros, mas temos que saber até que momento podemos ajudar e até que ponto devemos parar, e deixar os outros seguirem com as próprias pernas. E principalmente, que temos que ter um horário para nós mesmos, para que possamos relaxar, fazer uma atividade física, passear, viajar e fazer coisas que nos deem prazer, para que assim possamos nos sentir satisfeitos e realizados com nós mesmos verdadeiramente.

 

Dr. Ivan Bonaldo  (Crefito 8/99696-F)

Fisioterapeuta especialista em Microfisioterapia, Terapia Manual, Nova Medicina Germânica.