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Dificuldade na alimentação? Glândulas salivares (parte 1)

 

Quem nunca passou por aquela sensação de nojo de um cheiro, uma repugnância a alguma textura de algum alimento, de realmente não conseguir engolir algo, pois por algum motivo parece que aquilo não irá descer, ou passar pela garganta.

Muitos pais têm uma grande preocupação quando as crianças são pequenas, o terrível medo de a criança não comer uma variedade de alimentos, que ela possa passar fome por não comer, que ela cospe o alimento por não conseguir engolir, ou que vomita quando engole alguns alimentos, ou ainda que sente nojo ao simples cheiro ou gosto de alimentos específicos. Mas isto não ocorre apenas com as crianças, há muitos adultos que apresentam também estas restrições alimentares, a um ou vários alimentos.

As dificuldades alimentares podem vir de diferentes situações e órgãos. Dependendo o órgão que foi alterado devido a alguma situação do momento de comer ou de um estresse vivido previamente. Podem afetar as glândulas salivares, esôfago, estomago ou pâncreas. Irei reportar cada órgão principal em um artigo, e começaremos pelas glândulas salivares:

As glândulas salivares se localizam no interior e entorno da cavidade bucal, apresentam a função de produzir um líquido aquoso que umedece a boca, amolece a comida e ajuda na digestão. Este líquido tem tanto a função de facilitar a descida do alimento para o estômago, quanto a junção dele para ser excretado para fora da boca.

Quando vamos comer e sentimos que o aspecto de um alimento, a textura ou o sabor não é agradável, que é nojento, que está estragado, sujo, com gosto horrível, as glândulas salivares produzem saliva em excesso para que aquele pedaço de alimento seja impregnado e possa ser cuspido mais facilmente.

Da mesma forma, ocorre uma dificuldade na ingestão de alimento em situações vividas emocionalmente com a característica de não poder cuspir algo emocional, sejam palavras, atitudes, ações, ou mesmo quando a pessoa é forçada a comer algo. Por exemplo, quando crianças são forçadas a comer algo que não é saboroso, que tem gosto desagradável, ou que foi feito de forma que não teve gosto bom, isto pode fazer com que ela queira cuspir aquilo, e desta forma o cérebro irá gravar o gosto daquele alimento e cada vez que aquele sabor é colocado na boca novamente as glândulas salivares já produzem, automaticamente pelo estímulo lembrado pela memória, mais saliva, para jogar para fora aquele alimento.

Outra situação pode estar relacionada com situações de estresse vividas durante o momento em que a pessoa está se alimentando. Quando vivemos uma situação de estresse, nosso cérebro grava os 5 sentidos, dentre eles o paladar e o olfato, que fazem com que a memória do trauma vivido seja mais especificada. Desta forma, se uma criança está comendo durante o almoço e o pai por algum motivo provoca uma briga na mesa, com a mãe ou com o irmão mais velho da criança, ou mesmo recrimina a criança por algo que ela fez, ela pode sentir aquela situação como algo que ela não pode cuspir, ela não pode falar, confrontar, reagir aquela situação, seja se justificando, seja confrontando o pai, desta forma criou uma impotência em jogar para fora as palavras. Aquele alimento que estava sendo ingerido dentro da boca durante este episódio acaba sendo gravado pelo paladar como parte da situação emocional vivida, sendo assim, cada vez que aquela pessoa tentar comer novamente aquele alimento em outro momento, o cérebro irá entender que estará vivendo novamente o estresse e assim irá provocar uma hipersalivação, para que aquele alimento seja eliminado, cuspido, e por isto que muitas pessoas acabam não conseguindo engolir determinados alimentos.

Esta sensação também pode ser derivada de uma ocasião onde a pessoa estava se alimentando de uma determinada comida e naquele instante ela recebe uma notícia ruim, onde ela não pode cuspir aquele bocado, falar sobre o que aconteceu, não pode expressar a frustração para a pessoa. Desta forma aquele alimento específico ficará gravado como incômodo em uma próxima tentativa de ingestão.

Quando entendemos que o alimento muitas vezes representa apenas uma informação gustativa ou olfatória que estava presente durante a situação de estresse, deixamos de ter medo de nos alimentar ou incômodo ao ingerir, pois não é o alimento o problema, mas sim a situação vivida. Mas para que possamos sair do processo por completo, temos de ter em mente qual foi a situação vivida, que instaurou este programa que o cérebro passou a entender que o alimento seria um incômodo, por isto que identificar de onde vem o processo passa a ser fundamental, para ressinificarmos o trauma e assim possamos ingerir o alimento novamente sem problemas.

Quer saber mais como os nossos 5 sentidos afetam nosso corpo devido aos traumas? Acesse este link e confira: http://bit.ly/2DRYuc6

 

Dr. Ivan Bonaldo
Crefito 8/99696-F
Idealizador do Congresso Internacional das Leis Biológicas
htttp://www.leisbiologicas.com