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E aquela criança ou pessoa que resiste a comer?



    Seguindo a série de artigos sobre as dificuldades na alimentação, chegou a hora de falarmos sobre os conflitos emocionais que interferem no funcionamento da insulina.
    A insulina é um hormônio produzido pelas células beta das Ilhotas de Langerhans do Pâncreas, nome dado em homenagem ao descobridor destas células, sendo responsáveis pela taxa de glicose no sangue, ou seja, quando há diminuição da produção de insulina, surge o aumento da glicemia e do açúcar no sangue, o que é caracterizado em diagnóstico, como o Diabetes.
    Mas devo dizer que nem sempre o fato de ter uma diminuição da glicemia momentânea, deve ser caracterizada por um diabetes, mas pode ser uma forma possível de reação a um momento de estresse.
    Quando falamos em insulina, o foco de controle no cérebro fica na região do diencéfalo direito, ou seja, o hemicórtex masculino, segundo  a Nova Medicina Germânica. Se você quer saber mais sobre o motivo de ser hemicórtex masculino, acesse a este vídeo explicativo. Esta região do cérebro, em conjunto com a região das células beta do Pâncreas, é alterada devido a conflitos de resistência e defesa de algo ou de alguém. Corresponde a medos nos quais a pessoa é afrontada, onde o perigo vem sobre ela, mas sua ação foi de maneira ineficaz. Geralmente estas pessoas gostam de confrontar e argumentar as situações. Como representa uma característica do córtex masculino, e aqui vale lembrar que não é pelo fato de estar no hemicórtex masculino que as mulheres não possam ter também, pois todos oscilamos entre o hemisfério masculino e feminino, os conflitos geram a função de ação, pois como a pessoa não consegue agir, vai criar uma alternativa para conseguir se opor da próxima vez.
    Desta forma, quando estamos em fase de estresse de um conflito, naquelas em que vivemos esta situação de não poder nos opor a uma situação, não conseguimos resistir a algo, ou não podemos nos defender, isto faz com que gere uma frustração. O cérebro entende que temos que melhorar a capacidade de nos defender ou nos opor, e desta forma quando ocorre uma outra situação de estresse parecida, ocorre uma queda dos níveis de insulina, para que aumente os níveis de glicose no sangue e então, a glicose é distribuída para as musculaturas que irão permitir o aumento da potência de resistir ou se opor a situação. Quando saímos da fase de estresse, perdemos a necessidade de resistir, neste momento a glicose tende a voltar a normalidade ou pode até mesmo gerar uma hipoglicemia momentânea.
    Quando uma pessoa está com esta hiperglicemia, ela está em fase de combate, e pronta para atacar, confrontar ou fugir de um perigo. São os ditos “do contra”, aquelas pessoas que a primeira resposta a qualquer pergunta é “não”, por mais que depois pensando elas digam “sim” a algo, mas como elas têm que resistir, elas negam tudo. Por exemplo: a esposa diz: “vamos sair para jantar?”, e o esposo responde: “não”, depois pensa, “nós podíamos sair”. Ou ainda, aquele que diz “não” e não vai mesmo, ou que vai emburrado. Muitas vezes, estas reações vêm após grandes períodos de submissão, onde a pessoa teve que ceder a várias mudanças ou escolhas que não pode frear, teve de aceitar, sem poder se opor, na família, trabalho e etc.
    Isto acontece com as crianças também, quando durante a mesa de almoço ou jantar elas não podem reagir a broncas, não podem resistir ao fato de ter que ir comer naquela hora, se opor ao fato de ficarem amarradas na cadeirinha, ou presenciam brigas entre os pais, outras vezes levam broncas pelas notas que tiraram. Como o cérebro entendeu que aquele momento de comer, era um momento de perigo, cada vez que vai novamente à mesa, entra em estresse e há uma alteração instantânea nos níveis de insulina, aumentando a glicose, e cria-se uma briga para comer, resiste a todos os alimentos e não tem fome, pois o aumento da glicose gera uma perda de apetite, fica confrontante e não vê a hora de sair da mesa, pois lá representa o local onde ela tem que estar em alerta. Mas depois que sai da mesa, fica normal, e pode até ser dada a comida na sala, no sofá, ou em qualquer outro local, que volta a comer normalmente. Mas como a mesa representa o local do estresse, é lá que ocorrerá o aumento da glicemia e por consequência o mal humor e a oposição. Por isto que disse anteriormente, que a falta de apetite e a alteração da insulina podem ser momentâneas, apenas no local de frustração e não necessariamente possam provocar o Diabetes, pois quando a criança sai daquele local, os níveis voltam ao normal.
    Já os diabéticos, apresentam situações mais intensas emocionalmente, por isto, os desequilíbrios na insulina são maiores e rapidamente alterados, por leves situações de estresse, pois como já estão em hiperestresse constante, qualquer nova situação de resistência, afrontamento ou impotência em se opor, já pode alterar os níveis de insulina e, por consequência, de glicemia, independente da alimentação ingerida.
    Quando conseguimos compreender qual foi o processo desencadeador da fragilização nas células beta de Largerhans, a pessoa tem a possibilidade de tomar a decisão de sair do estresse, e não há mais a necessidade de ficar reagindo da mesma forma aos acontecimentos do dia a dia, sendo confrontante, opositora, resistente as coisas novas ou aos imprevistos da vida, a pessoas enfim pode viver em uma harmonia melhor com seus próximos e consigo mesma.

Dr. Ivan Bonaldo
Crefito 8/99696-F
Idealizador do Congresso Internacional das Leis Biológicas
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