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E quando dá aquela fome que não acaba?

  Sensações de medo, nojo ou repugnância, podem levar a alteração na glicemia

                Você já teve aquela sensação de vontade de comer até o prato? Que surge um buraco na barriga, um vazio, uma fome imensa, que não é possível parar de comer? Que por mais que tenha acabado de comer, fica abrindo geladeira e armários para buscar algo a mais? Então este artigo é para você.

                Nos últimos artigos, venho escrevendo sobre os conflitos emocionais que afetam a alimentação. No texto anterior falei sobre os conflitos responsáveis pelos sintomas de Hiperglicemia, falta de apetite, se você não leu ainda, não pode perder, Clique Aqui Para Ler.

                Como a alteração da glicemia não está relacionada apenas a hiperglicemia, temos também os conflitos que podem gerar a hipoglicemia, que na maior parte dos casos, está diretamente relacionada a alterações na produção do Glucagon, pelas células alfa das ilhotas de Langerhans, que estão presentes em nosso pâncreas. A função destas células é de aumentar a glicemia, contrapondo os efeitos da insulina. Ela promove por consequência a imediata produção e liberação de glicose.

                Para que estas células sejam alteradas é necessário que ocorra um conflito específico, relacionado a uma sensação de medo, em uma impotência vinculada a algo que vem sobre mim e que provoca um desgosto, um nojo ou uma repugnância.

                Por exemplo, tive um paciente que vivenciou uma situação no trabalho, onde o chefe agiu de uma forma repugnante contra si, causando um certo nojo pelas atitudes, vendo ele como desprezível, o chefe agia de forma desumana, e fora das normas com outros funcionários e contra ele, mas ele precisava daquele emprego, então se sentia impotente de sair de lá, ao mesmo tempo, sempre com medo de que o chefe agisse da mesma forma novamente. Isto provocava tremores, suor frio, uma certa tontura.  

                Outro caso ocorreu, com uma mulher que apresentava hipoglicemias recorrentes, isto se deu pelo fato de que na infância um primo a tocou sexualmente, e isto foi vivido de forma nojenta, repugnante, com medo e impotência de afastá-lo, e sempre com medo que ele chegasse próximo novamente. Passaram-se os anos e na sua vida adulta, após ter casado, ela estava vivendo bem, mas bastou ela passar por uma situação com o esposo, onde ele agiu de uma forma rude, agressiva, e depois ela ainda não aceitando aquela situação, magoada, ele a procurou sexualmente, e ela não pode dizer não. O fato de se sentir tocada sexualmente, aflorou o que estava escondido há anos, daquela situação vivida com o primo, e a partir de então começaram a surgir os sintomas da hipoglicemia. Pois ela viveu aquele toque do esposo como algo repugnante, sem poder dizer não, ou seja, ela se sentiu enojada ao ter que realizar o ato sexual. Isto também pode ocorrer após situações de traições ou relações sexuais onde são realizadas coisas que a pessoa veja como nojento.

                Para conseguirmos compreender os sintomas que aparecem perante a estes conflitos, temos que ter em mente que durante a fase de estresse, onde a pessoa está vivendo a situação, ocorre uma queda da produção do glucagon no sangue, que varia com a intensidade da situação emocional vivida, gerando uma hipoglicemia, que irá interferir diretamente no funcionamento do cérebro, que não será nutrido suficientemente pela glicose. Desta forma ocorrem alguns sintomas específicos como fadiga intensa, mal-estar, palpitações, tremores, suor frio, impressão de andar sobre algodão e quando muito intenso, pode levar ao coma.

                Quando a pessoa consegue sair do estresse da situação que gerou esta alteração no glucagon, a glicemia começa a retornar aos seus níveis normais. Entretanto, qualquer situação que faça a pessoa reviver o processo, pode reativar o sintoma, mesmo que seja assistindo a um filme ou novela, que conte uma história parecida do que ela viveu. Sendo assim, para que o sintoma seja corrigido por completo, é necessário que ocorra um trabalho para que a pessoa possa identificar a situação emocional inicial que ocorreu e saia daquele processo, e assim ela reaja de forma diferente a cada nova situação de vida, por consequência o sintoma não aparecerá mais.

               

Dr. Ivan Bonaldo
Crefito 8/99696-F
Idealizador do Congresso Internacional das Leis Biológicas
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