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Bulimia, a emoção expressada em um conflito com sua própria silhueta

 

Para muitas pessoas este distúrbio é desconhecido, mas para quem passa pelos seus sintomas, sabe quanto limitante ele é. A bulimia é um transtorno alimentar no qual a pessoa age por impulso em um comportamento de compulsão alimentar, seguido por atitudes não saudáveis, com o intuito de perder peso rápido, com vômitos, uso de laxantes, dietas inadequadas, jejuns perigosos e/ou exercícios pesados. Este distúrbio pode afetar homens e mulheres, com sua maior proporção em mulheres, as quais a maior parte apresentam seu peso adequado, mas sua visão frente sua silhueta é distorcida, se vendo mais obesa(o) do que realmente é. Isto faz com que busque constantemente um corpo mais magro.
As pessoas que estão passando pela situação bulímica apresentam uma combinação de órgãos afetados e conflitos emocionais simultâneos. Um dos tecidos afetados é o responsável pelo centro de controle do glucagon, que relatei no artigo anterior, se você ainda não leu, aproveite antes de começar este texto, Clique Aqui . Este quadro gera uma hipoglicemia momentânea, provocando a compulsão alimentar, que está relacionada a conflitos de repugnância, nojo ou desgosto a algo, em conjunto com a curvatura menor do estômago, que relato mais aprofundadamente em outro artigo, Clique aqui , que gera o vômito, devido a um conflito de contrariedade territorial indigesta. Alguns autores ainda falam de um conflito no centro de controle da insulina, que já está em uma fase pós-estresse, ou seja, que já não está em um conflito ativo, que veio de um processo de não poder resistir a uma situação ou não poder se opor a algo, que nesta fase pós-conflito, também pode gerar uma hipoglicemia.
Em conjunto, tenho observado nos atendimentos, um grande conflito de desvalorização de si quanto a estética, que é o que dá o contexto de busca incessante por um corpo ideal. Esta desvalorização em geral vem de uma crítica externa, seja pela mãe, pai ou próximos, ficarem chamando o filho ou filha, de gordo, ou que não é bonito, que tem que ir malhar, pois deste jeito ninguém vai gostar dele(a). Colocando um parêntese aqui, geralmente os pais ou próximos falam isto, por se tratar de uma frustração deles próprios, e acabam jogando para o outro o conflito também, mas esta crítica intensiva acaba por ser embutida, se tornando uma autocrítica, pois a pessoa acaba colocando aquilo como real, e acredita que nunca está bonita ou atraente o suficiente, se sentindo eternamente em uma inferioridade.
Outro contexto de desvalorização, é o ato da rejeição ou comparação. Às vezes a criança acaba por achar que a mãe ou o pai gostam mais do irmão ou da irmã, do que dele, por comparações feitas pelos pais, ou por um achismo errôneo, o que faz com que aquela criança ou adolescente tente ter um corpo que agrade aos pais, para se sentir amado. Ou também há aquelas pessoas que na adolescência passam por uma rejeição amorosa, traições, ou amores não correspondidos, que acabam por jogar a culpa para a sua silhueta, por não se sentirem amados, ou que a outra pessoa a trocou por outro ou outra pelo fato do outro ou outra ser melhor do que si, e isto gera um contexto de desvalorização profunda, e um contexto de inferioridade para a pessoa, carregando esta busca de um corpo mais desejado.
Eu mesmo tive uma experiência destas, não chegando a ponto de me levar a uma bulimia, mas a compulsão alimentar, tendo um aumento intenso na adolescência, chegando a no período da tarde eu ir a um local próximo da minha casa, onde havia um carrinho de cachorro quente, que ficava em frente a um colégio - quem é da minha cidade natal sabe do que estou falando, e comer dois cachorros quentes do Davi, e pensem vocês que não eram pequenos estes cachorros quentes. Isto veio após uma separação em um relacionamento, onde minha ex logo após o término, iniciou um relacionamento com outro parceiro, e neste momento uma amiga em comum veio até mim, após alguns meses da separação e me disse que aquela minha ex, disse a ela, que amou apenas duas pessoas na vida, eu e o atual, mas que o atual tinha uma bunda maior. Pense na desvalorização que senti naquele momento, hoje dou risada disto, mas naquele momento, a desvalorização me corroeu por algum tempo. E isto, é algo corriqueiro na vida das pessoas, pois quando adolescentes, estamos constantemente em busca por aceitações, de nos sentirmos inseridos em grupos, de nos sentirmos amados, e pequenos episódios ou palavras acabam por ser mais impactantes do que deveriam.
Você pode estar agora se perguntando, mas eu vivi estas desvalorizações, mas nem por isto desenvolvi um sintoma. Sim, tudo depende da intensidade do conflito vivido, nem todos os conflitos geram um sintoma perceptivo, as vezes temos pequenos sinais, que nem damos grande importância, pode ser uma náusea, uma fase de dor no estômago, uma mal-estar digestivo, uma pequena compulsão em um dia específico, mas quanto mais forte ou mais persistente o conflito, mais impactante ele acaba sendo para a pessoa, e assim o sintoma se torna mais perceptível. Aliado a uma história hereditária já trazida pelos antepassados, com o mesmo padrão emocional, o sintoma se torna um distúrbio incontrolável, com a necessidade de uma terapia para o auxiliar a sair deste processo. Muitas vezes, a pessoa que passa por estes sintomas acaba saindo sozinha do processo, por encontrar alguém que a valoriza de tal forma que se sente novamente confiante em si, ou que enfim sinta que pode perdoar aquela pessoa que agia de tal forma com ela anteriormente, assim ela ressignifica aquele trauma sozinha e não precisa mais ter aquele sintoma, mas se não trabalhado da forma adequada, o sintoma pode sim voltar na vida adulta, caso passe novamente por estes conflitos.
Então, recapitulando, os conflitos que provocam a bulimia têm relação com uma agressão proximal, em um tom de repugnância, nojo ou desgosto, que gera uma hipoglicemia, e por consequência a compulsão alimentar, e em uma noção de contrariedade territorial indigesta, que gera o vômito, o que compreende a um conflito no centro de controle do glucagon e na curvatura menor do estômago, respectivamente. Além destes fatores, a pessoa geralmente vive uma sensação de desvalorização profunda sobre sua estética corporal, inicialmente vinda de uma desvalorização externa, que acaba por se tornar uma autocrítica da sua silhueta.
Estes conflitos em conjunto, na Nova Medicina Germânica ou na atual Germânica Heikunde, são considerados como uma constelação cerebral no córtex cerebral, onde mais de um órgão ou foco de Hamer está ativo ao mesmo tempo, ou seja, existe mais de um conflito em fase de estresse, neste caso como afeta o córtex, está relacionado a conflitos territoriais ou relacionais. Quando o terapeuta entende este contexto, pode chegar mais fácil a relação emocional e por consequência, possibilitar que o paciente saia daquele processo autodestrutivo.

Dr. Ivan Bonaldo
Crefito 8/99696-F
Idealizador do Congresso Internacional das Leis Biológicas
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