Thumbnail

Qual é o seu lugar?

 

Uma das coisas que pergunto aos profissionais da saúde, que reclamam de suas agendas, é de que o fluxo de atendimento não aumenta, que queriam ganhar mais, é se eles já se encontraram em seu lugar?  

Mas o que significa isto, Ivan? 

Você já viu uma árvore dar frutos, se sua raiz está no ar? Se elas não estão bem enraizadas no chão? 

Da mesma forma, se a pessoa ainda não se encontrou, ainda não se fixou, ou não se sente à vontade onde está, os projetos tendem a não fluir. 

O primeiro passo para que os projetos tomem forma, é estar presente para o aqui e o agora, e não estar sempre vivendo no futuro ou no “e se lá no passado eu tivesse tido outra escolha?”. 

Quanto menos estamos focados no agora, nos arrependendo das escolhas que nos trouxeram aqui ou querendo ir para outro lugar, que não seja onde estamos, não fixamos nossas raízes, e assim nosso subconsciente não tem como construir um mundo bom aqui, se não é aqui que queríamos estar. 

Vejo muitas pessoas atenderem em várias cidades, mas reclamando da clínica onde vão, da cidade, da cultura das pessoas, isto permite ao mundo quântico, te afastar cada vez mais daquele local, mas quando estamos apegados a crenças, de que preciso ir lá, pois necessito daquele dinheiro, pois meus pais moram lá, pois não posso dizer “não” àquelas pessoas que me acolheram, cada vez mais você fica preso, a algo que não permite evoluir, e quando o universo te manda sinais, como os pacientes que faltam cada vez mais, ou acidentes acontecem, e você não olha, mas você permanece estagnado. 

Da mesma forma, aqueles profissionais que atendem com várias técnicas, enquanto não encontram qual o seu local de atuação, qual sua ferramenta dominante, acabam por não se fixar, tendem a não criar raízes profundas, pois acabam muitas vezes sendo superficiais em cada técnica, e isto impossibilita com que os frutos se tornem maiores e mais saborosos.

Vivem muitas vezes uma eterna insatisfação, que faz com que cada vez mais tenham que buscar outras técnicas, para tentar preencher o vazio, que na verdade, apenas aprofundando em uma das técnicas e aproveitando aquele tempo em que utilizava de outras técnicas para cuidar de si, acaba se satisfazendo e se conectando cada vez mais com o aqui e o agora. 

Um amigo meu, em uma conversa no fim de semana passado, disse que quando ele descobriu que cuidar de si mesmo bastava para se preencher, percebeu que não precisaria mais buscar cada vez mais técnicas, e quando decidiu se fixar na cidade que ele sempre sonhou morar, os frutos começaram a aparecer.

E isto não ocorre apenas com a questão profissional para quem trabalha na área da saúde, mas para toda e qualquer pessoa que trabalha no que não ama. Fazer algo por obrigação, tira a felicidade e a energia que faria aquilo fluir. É como ter que fazer uma faculdade, que meus pais querem que eu faça, e não a que eu quero fazer, tendemos a protelar, deixar de estudar, e as coisas parecem então que não desenrolam, pois no subconsciente eu não quero mesmo aquilo, então já me saboto em as coisas seguirem. 

E quando um casamento depende das raízes?

Se o homem ou mulher não fixarem seu lar onde estão, que ainda vivem como sua casa o lar dos pais, o casamento tende a não se estruturar, não cria um alicerce forte, para que as paredes e o teto se sustentem. 

Se a mulher ou o homem vivem em sua cabeça um amor antigo, e não o(a) parceiro(a) atual, ou ainda, vivem uma falsa ilusão de que só serão felizes se o parceiro(a) for assim ou assado no futuro, novamente não estão presentes no aqui e agora, e acabam por não viver em plenitude a relação. 

E os filhos? 

Cada vez mais vejo na clínica pais que trazem seus filhos, e enquanto atendo eles, os pais ficam no celular, imagino em casa, se ali, o que estamos fazendo é algo tão importante para a melhora destas crianças, e deveria ser dada toda a atenção, em casa, creio que a atenção, o enraizamento dentro da família seja quase zero. 

Os pais muitas vezes esquecem de estar presentes, estão por muitas vezes presentes pela metade, fazendo os deveres da casa e falando com as crianças, assistindo televisão do lado da criança, olhando o computador ou celular e a criança do lado, e acabam por esquecer de que pelo menos em uma parte do dia poder ter uma atenção 100% focada, naqueles que mais precisam dela, e desta forma, que frutos você acha que iremos colher nestas relações familiares?  

Pense agora, reflita por um instante, gaste um tempo para olhar para si e analisar, onde você realmente quer estar, onde é seu lugar, onde realmente precisam de você, onde realmente é necessário você estar para ser feliz? 

 

Dr. Ivan Bonaldo

Microfisioterapeuta - Crefito 8/99696-F

Idealizador do Congresso Internacional das Leis Biológicas

htttp://www.leisbiologicas.com