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Terapeuta traumatizador

 

Quando uma pessoa procura por um terapeuta, tem a intenção de buscar alguém que possa lhe ajudar principalmente com seus sintomas físicos ou emocionais, procura alguém que seja um guia para sair de uma situação de frustração, estresse e tensão. 

Todos já passamos por algum sintoma físico ou emocional, alguns por poucos episódios leves, outros por sintomas mais intensos e duradouros. Alguns por si só conseguem sair do processo, outros precisam de profissionais que facilitem entender o que está acontecendo, e auxiliem na melhora. 

Mas o pior de tudo, é quando estamos em busca de alguém que nos acolha, nos ajude no momento de dor, e somos recebidos com ataques e acusações. 

Concordo plenamente que há pessoas que precisam de alguns chacoalhões em alguns momentos, para que possam sair do processo, onde não conseguem enxergar seus erros e bloqueios. 

Entretanto, o que ouço muito, são reclamações sobre terapeutas que acusam seus pacientes, que os culpam de estarem como estão, de terem as dores que têm, de sentirem as emoções que sentem. Que apontam com seus dedos, jogando toda a responsabilidade pelos sintomas, aos pacientes. 

Uma das coisas mais importantes que aprendi nestes anos de terapeuta é não julgar, e que a culpa, só é culpa, para quem tem conhecimento do que pode ou não, fazer mal a si e aos outros.

Ou seja, cada pessoa tem sua história, suas passagens e experiências, e nenhum terapeuta está na pele de seu paciente/cliente, por isso, não pode julgar as experiências e ações do seu cliente.

Infelizmente, muitas pessoas têm se sentido agredidas, até mesmo os próprios terapeutas, por outros profissionais da área que acham que já têm o conhecimento sobre as causas dos sintomas e se acham no direito de invadirem a privacidade deles sem terem sido chamados, para falar que eles deveriam saber o que estão passando emocionalmente para terem seus sintomas, que deveriam ter evitado surgir isto e aquilo, que são culpados de seus atos e sintomas. Mas esquecemos que cada pessoa tem sua história, que por muitos momentos não temos noções de nossos processos e atos, que os sintomas surgem de forma inconsciente e não consciente, e lembrando, só somos culpados, se temos a intenção.

Sendo assim, um terapeuta deve ser empático, saber a hora de falar e abordar seus amigos, familiares e pacientes, quando eles estão abertos para isto, e não quando o terapeuta acha que é interessante. 

Aprendi, com o passar do tempo, que precisamos da permissão do paciente ou da pessoa que sofre, para podermos adentrar em seus segredos e conflitos, se não, não é de boa educação desvendar as informações que os outros não querem compartilhar. 

Esta é a base que encontro nos profissionais que trabalham a favor dos pacientes, sem serem agressivos e sem causar novos danos a eles.

Que tipo de terapeuta você é? 

Será que você respeita o tempo das pessoas, ou é daqueles invasivos?

 

 

Dr. Ivan Bonaldo

Microfisioterapeuta - Crefito 8/99696-F

Idealizador do Congresso Internacional das Leis Biológicas e do Leis Biológicas Experience

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