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A influência dos cinco sentidos em nossos sintomas: Audição

 

 

Somos recebedores de muitas informações durante nosso dia a dia, e cada sentido de informação é gravado, organizado e armazenado em nosso cérebro, para que no próximo momento em que vermos, ouvirmos, cheirarmos, degustarmos e sentirmos a mesma sensação, possamos identificar que corresponde a algo que  já conhecemos. 

Entretanto, dependendo da forma que recebemos esta informação, nosso organismo ou acaba armazenando na gaveta de informações perigosas ou na que nos traz benefícios. Quando falamos da audição no processo de gravar as informações, podemos dar o exemplo com relação às músicas de ninar na infância, cantadas com carinho pelos pais, que quando são relembradas trazem uma tranquilidade e bem-estar. Também podemos falar sobre aquela música romântica que ouvimos com a pessoa amada no primeiro encontro, que quando ouvida novamente faz a gente suspirar. Estas são as lembranças positivas, que só nos fazem bem. Mas há também as lembranças negativas com relação aos sons, como por exemplo, a pessoa que entra em pânico cada vez que ouve a sirene da ambulância passando, que faz com que relembre o acidente ocorrido com o filho ou a mãe, ou as crianças que ouvem barulhos de foguetes, que saem correndo para o colo dos pais. 

Estas são releituras de situações que passamos durante o decorrer de nossas vidas, sendo em alguns casos boas, e em outros casos ruins. Com o que foi bom, não temos que nos preocupar, o problema está no que nos fez mal. A lembrança inconsciente de um estresse vivido pode desencadear diferentes tipos de sintomas, dependendo de como a pessoa viveu a situação. 

Já atendi diversas crianças que apresentavam um processo intenso de tosse ou de dor de cabeça acima dos ouvidos, que estavam diretamente ligados a estas releituras auditivas. Em muitos destes casos a ligação com o sintoma, era o fato de brigas e discussões entre os pais, a alteração de voz vivida por estas crianças, desencadeava uma situação de medo e preocupação com os pais, o que por consequência desencadeava aqueles sintomas. Então, cada vez que a criança revivia aquela situação, não necessariamente com os pais, mas posteriormente com um professor no colégio que grita muito, ou com os avós que se alteram, ou mesmo depois, com o namorado ou marido que tenha uma personalidade de alterar a voz, estes sintomas tendem a reacender, mas enquanto não se trabalha a base do processo lá da infância, o sintoma sempre tende a voltar. 

Entendendo melhor nosso corpo, compreendendo os sinais que ele tenta nos mostrar, podemos ter uma vida mais completa e harmoniosa, promovendo um bem-estar mais amplo, com uma vida mais feliz, vivida sem sintomas e em plenitude. 

 

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Fisioterapeuta especialista em Microfisioterapia

www.ativaterapias.com.br