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Eu sei quem eu sou, quando me amo incondicionalmente

 

 

Vivemos em uma sociedade de aparência, em que temos que viver mostrando para os outros não o que somos, mas sim o que querem que sejamos, vivemos a agradar e buscar a aprovação dos outros, dia após dia. Somos tão cobrados, que desde pequenos, nossos pais querem mostrar para os outros que somos melhores, que caminhamos antes do tempo, que falamos antes, que sabemos calcular antes dos outros, que sabemos ler antes, que tiramos só nota dez. Nos sentimos comparados, como se nunca pudéssemos ser segundo lugar, como se isto fosse inaceitável. Mesmo sabendo que cada pessoa apresenta habilidades diferentes dos outros.

E na verdade quem somos nós, se a vida toda fizemos o que os outros quiseram, sem poder expressar uma vírgula do que queríamos ser? O elogio e aprovação são compensações momentâneas, provocadoras de alegrias curtas e passageiras, que escapam das mãos assim que se tem uma nova critica ou cobrança. 

A realização completa, ou o amor incondicional por si mesmo só vem perante o encontro de sua própria identidade, se encontrando como pessoa, profissionalmente e dentro da família, quando estou satisfeito com quem sou. E o que sou não esta relacionado à perfeição em ações, mas sim no fato de estar satisfeito com seus objetivos em cada área, sabendo que errar, fazer escolhas e falhas acontecem, mas não se punir em cada ato falho, e saber que o melhor que posso fazer já deve ser satisfatório. Pois podemos ser bons profissionais, bons alunos, bons pais, bons filhos, bons esposos e esposas, bons amigos, mas nunca perfeitos. Fazemos dentro de nossos limites e dizemos não quando preciso, para que não precisemos abdicar de nossas vidas para viver somente o sonho ou desejo dos outros. 

Sempre é possível arrumar um tempo para viver a nossa vida, aproveitar e ser feliz, basta estar engajado neste processo, saber encontrar os seus limites, sabendo que é possível ajudar os outros, mas que a prioridade sempre deve ser nossa vida, nossos sonhos, projetos e objetivos. Não há problema em abdicar de algumas coisas para o bem comum da família ou do trabalho, mas nunca chegar sua vez de viver é inadmissível. 

 

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Fisioterapeuta especialista em Microfisioterapia e Nova Medicina Germânica

www.ativaterapias.com.br