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O ambiente molda o ser

 

Somos criados para viver em grupo, temos uma família, um grupo de amigos, um grupo escolar ou profissional, uma comunidade, uma cidade que nos cerca. Somos diretamente influenciados pela cultura, pelas crenças, pelo estilo de vida deste ambiente. Por mais que tentemos fugir desta influência, temos a tendência de falar através de gírias locais, compartilhamos das crenças que nos são passadas por nossa família e fazemos parte do inconsciente coletivo deste local.

Estudos realizados em irmãos gêmeos idênticos, separados na maternidade e adotados por famílias diferentes, mostram que não são somente os genes que moldam a personalidade do indivíduo, mas também o ambiente que o cerca. A cultura, a ética, tudo o que as pessoas veem, ouvem e sentem do ambiente em que os cerca, serve de base para o modo como irão reagir às situações do dia a dia. 

Sendo assim, se uma pessoa vive em um ambiente de pressão, de brigas, alterações de voz, tem a tendência de estar sempre em estado de estresse, em alerta, irritado. Se vive em um ambiente de medo, de guerra, tem a tendência de estar sempre assustado, com uma ansiedade do que pode vir a acontecer. Entretanto, se vive em um ambiente tranquilo de harmonia, tem a tendência de ser calma e não apresentar muitas doenças.

Observando estes detalhes, quando pensamos em bem-estar ou redução de sintomas, temos que ter em vista também o ambiente em que a pessoa vive. Se um profissional vive sob cobrança de seus superiores dia após dia e não sabe lidar com isto, tenderá a produzir ansiedade e sintomas físicos relacionados ao seu trabalho. Se uma mulher vive com um homem que se alcooliza todos os dias e chega em casa quebrando as coisas e arrumando briga, permanecerá em estresse frequente, esperando o que vai ocorrer na próxima noite, sentindo o peso de carregar este fardo. Se uma criança presencia briga de seus pais semanalmente, senão diariamente, os seus sintomas nunca desaparecerão por completo, pois ela irá sempre reativar o fator causal de seus problemas. 

Por estas causas que dizemos em terapias, que de nada adianta retirarmos um peixinho de um aquário todo sujo, lavarmos, limparmos e secarmos, e depois coloca-lo de volta no aquário, se o aquário também não for limpo, pois ele voltará a se sujar. E é isto o que acontece com muitas pessoas, quando tentamos corrigir suas disfunções, elas melhoram por um tempo, mas permanecem se sujando, por não tentarem mudar suas percepções sobre o ambiente e lidarem de forma diferente com o que ocorre ao redor ou por permanecerem vivendo nas mesmas situações de estresse que a fazem desencadear os sintomas. 

Se não mudarmos nossas crenças limitantes, e começarmos a agir de forma diferente, tomando escolhas positivas para nosso bem-estar, não encontraremos a melhora completa, pois os sintomas são a forma que nosso corpo tem de nos dizer de que estamos no caminho errado.

Quem melhora dos sintomas é a pessoa e não o terapeuta que a tratou. O terapeuta é apenas um mensageiro da cura, mas quem decide se quer realmente se curar ou não é a pessoa. Sendo assim, vá atrás do seu bem-estar, procure ambientes que permitam harmonia e calma, ou busque mudar suas percepções e lide melhor com as situações que ocorrem dentro dos ambientes de convívio, pois às vezes quando mudamos dentro de nós, o ambiente modifica conjuntamente.

 

Dr. Ivan Bonaldo

CREFITO 8/99696-F

Fisioterapeuta especialista em Microfisioterapia e Nova Medicina Germânica

(46) 3025 5399

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