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Lei Bifásica da Natureza, entenda as fases da doença

 

Vou começar este artigo contando sobre uma história. Em uma família onde vivem pai, mãe e dois filhos, sendo eles um menino e uma menina, houve um período de brigas e desentendimentos entre o casal, chegando ao ponto de o pai sair de casa. As crianças eram muito apegadas ao pai, e durante a fase em que o pai esteve longe, elas permaneceram em estresse, dormindo mal, perderam apetite, acordavam assustadas, não paravam de falar no pai, estavam na fase de estresse, alterando até mesmo o humor delas. Mas após alguns dias os pais voltaram a se entender e o pai retornou a casa. Com o retorno as crianças puderam relaxar, mas nos dias seguintes o menino começou a ter febre e vômito, e na menina apareceram alergias de pele nas dobras dos cotovelos, joelhos e um pouco no rosto. Estes sintomas duraram de 3 a 4 dias, mas a cada nova discussão dos pais, os sintomas retornavam.

A lei bifásica da natureza nada mais é do que nosso ritmo de vida, o ritmo dia e noite, simpático e parassimpático, controlado por nosso sistema nervoso autônomo. Este conceito de lei foi documentado pelo Dr. Hamer, médico alemão, criador da Nova Medicina Germânica. 

Esta lei consiste no fato de que o surgimento de um sintoma depende de uma alteração no sistema nervoso autônomo de cada indivíduo. Existe uma fase diurna (simpaticotônica) das atividades do dia a dia ou fase ativa, e uma fase noturna (parassimpaticotônica) de recuperação ou reparar fase pós-conflito, onde descansamos. 

Baseado nos estudo de Hamer, a fase diurna é ativada assim que o nível crítico de estresse for atingido, fazendo com que um programa arcaico especial de sobrevivência entre em ação fora da consciência, sendo esta fase chamada de fase ativa do conflito. Deste momento até a resolução do conflito o indivíduo se encontra em um estado de hiperestimulação do sistema nervoso simpático, causando falta de apetite, perda de peso, insônia, aceleração do ritmo cardíaco, pensamentos repetitivos sobre o evento traumático. Dependendo do tecido e sua derivação embriológica (endoderma, mesoderma ou ectoderma), pode haver proliferação celular ou necrose. 

A fase noturna, ou chamada fase de resolução ou solução do conflito, é marcada pela fase de recuperação dos tecidos, sendo muitas vezes mal interpretada. Nesta fase o organismo esta tentando retornar o funcionamento dos órgãos e tecidos à sua normalidade. Nesta fase parassimpática, aparecem sintomas desconfortáveis necessários para a revitalização dos órgãos e tecidos alterados durante a fase de estresse (fase ativa). Surgindo neste momento grandes fadigas, volta do apetite, febre, inflamação, infecções, dores, além do sintoma relacionado ao órgão atingido, com um objetivo de um repouso forçado para melhorar a fase de recuperação. Dependendo do tecido e sua derivação embriológica, pode haver proliferação ou necrose celular, nesta fase a proliferação celular será realizada naqueles tecidos que sofreram necrose em fase ativa, e a necrose será realizada nos tecidos que sofreram proliferação celular na fase ativa ou fase do estresse. No final desta fase ocorre a cicatrização dos tecidos, permitindo a retomada do funcionamento normal do tecido ou tentando deixá-lo ainda mais forte e resistente em caso de uma possível reincidência.

Entender estas fases nos ajuda a perceber que o sintoma não é algo de todo ruim, pois ele surge apenas para nos avisar que estamos em fase de cura de um estresse, ou seja, ele geralmente surge quando passamos por uma fase difícil, ou conseguimos contornar um obstáculo em nossas vidas. Cada pessoa responde diferente ao estresse, por isto cada um apresenta muitas vezes sintomas diferentes. Quando permanecemos vivendo este estresse, repetindo as mesmas situações, o sintoma tende a ficar crônico e repetitivo, como no caso daquelas crianças que a cada nova discussão dos pais, imaginavam que seu pai iria sair novamente de casa. Quando encontramos o processo inicial que ativou o estresse, podemos auxiliar na passagem destas fases, permitindo um processo de cicatrização o melhor possível.

 

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Fisioterapeuta Especialista em Microfisioterapia e Nova Medicina Germânica

Ativa Terapias