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Evolução Espontânea

Estamos passando constantemente por problemas no mundo e em nosso organismo. Todos os dias ouvimos notícias de problemas e mais problemas ocorrendo no mundo todo, como mortes, guerras, disputas políticas, fome, pobreza, entre outras. Encontrei um texto interessante escrito por Bruce Lipton, em seu livro intitulado Evolução Espontânea, que resolvi descrever a vocês:

“Se parece difícil imaginar que podemos sair da crise e ter um mundo melhor e mais pacífico, vejamos a história de outro mundo em fase de mudanças. Imagine que você é uma célula entre milhões de outras que compõem o corpo de uma lagarta em desenvolvimento. A estrutura ao seu redor funciona perfeitamente, como um relógio suíço, e, em seu mundo de lagarta, tudo transcorre como previsto. Mas, um dia, este mundo começa a sacudir como se estivesse em um grande terremoto. O sistema todo parece entrar em colapso. Células começam a se suicidar. A sensação é de morte e de destruição. Porém, no meio da população que esta morrendo, um novo tipo de células começa a surgir: as células imaginais (células ávidas por mudanças, cujas mentes ativam a imaginação para materializar uma nova realidade). Elas se reúnem e desenvolvem um plano de criação de uma estrutura nova a partir do que restou da estrutura anterior. Então, das ruínas surge uma grande máquina voadora, uma borboleta, que permite às células sobreviventes escapar das cinzas e conhecer um mundo maravilhoso, muito além da imaginação. E o mais interessante da história: a lagarta e a borboleta têm exatamente o mesmo DNA. São o mesmo organismo, porém recebem e respondem a sinais diferentes de organização.”

Sendo assim, por mais que o mundo tenha problemas, sejamos aquela célula que vislumbra mudanças positivas, que quem sabe possamos unir a outras células e formar um órgão, que este órgão possa se tornar um sistema, e quem sabe no final possamos ser o corpo inteiro em mudança, trazendo paz, amor e alegria para o mundo todo. Eu sei que é uma utopia, mas por que não começar conosco mesmos. 

Se a lagarta e a borboleta tem o mesmo DNA e parecem estruturas tão diferentes, por que não podemos nos tornar pessoas diferentes, melhores. Já ouvi muitas pessoas dizendo que é difícil mudar, ou que não vão conseguir mudar, mas se uma lagarta pode, por que nós não podemos. Mas claro que não é de um dia para o outro que a transformação ocorre, mas tem de ser feita de dentro para fora, célula por célula do nosso organismo. Depende de nós nos tornarmos uma linda borboleta e voarmos livres e felizes, buscando nossos sonhos e concluindo metas. 

E quem sabe, mudando nós, as outras pessoas ao nosso redor, comecem a perceber que mudar é bom, e acabamos nos tornando um órgão que funciona em harmonia e sintonia. Mas não podemos querer que os outros mudem, sem antes nós estarmos preparados para a mudança. 

Lipton ainda relata que nosso organismo também pode se expressar de diferentes maneiras, dependendo das informações do meio que atinge nossas células. E ainda com o final do Projeto Genoma, descobriu-se que expressamos menos de 2% das informações de nosso DNA. Então, imaginem a potencialidade de informações que há dentro de nós, que só depende de nós explorarmos. E como cita Augusto Cury, médico psiquiatra e escritor brasileiro, devemos nos tornar protagonistas de nossas próprias vidas.

 

 

Autor do texto:

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Fisioterapeuta especialista em Microfisioterapia