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Proteções automáticas de sobrevivência

 

 

Nosso corpo é dotado de mecanismos de proteção que evitam que nossos sintomas se tornem graves e limitantes. Nosso organismo preza a sobrevivência, sendo assim, irá utilizar das ferramentas que tem em mãos para manter a vida, ganhando o máximo de tempo possível.

O mecanismo mais conhecido e reconhecido é o sistema imunológico, que no menor sinal de ataque de um agente exterior, produz anticorpos para proteger o nosso organismo de agressões, que poderiam causar um mal funcionamento de nossas células e tecidos, o que geraria sintomas e doenças. Entretanto, por alguns motivos específicos, este sistema imunológico pode funcionar de maneira mais intensa, com estimulação “desordenada”, gerando os ditos “problemas autoimunes”.

Outro sistema de defesa de nosso organismo é a pele. Devido a esta proteção externa, há um mecanismo de seleção do que pode entrar ou não em nosso organismo, o qual evita que alguns microorganismos ou toxinas possam adentrar no nosso corpo e nos causar disfunções. 

Mas claro que não existem apenas os mecanismos de proteção físicos, há também nossos processos de proteções emocionais. A partir do momento que vivenciamos um estresse intenso, nosso corpo tenta achar a melhor maneira automática de se proteger, que em primeira instância é a maneira arcaica vinda da evolução das espécies, ou seja, sem utilizar do intelectual, que consiste em atacar ou fugir. Um exemplo é quando alguma pessoa vem nos atacar com palavras e podemos nos defender atacando ou fugindo. Quando ficamos paralisados diante da situação, entramos no conflito de impotência e frustração, e por consequência podemos gerar sintomas ou disfunções.

Muitas vezes nosso organismo utiliza de seus artifícios para evitar que possamos sofrer com um sintoma, como deve ocorrer com muitos de vocês que estão lendo este artigo neste momento, como por exemplo, em dores nas costas que apresentam picos em épocas e que depois desaparecem, ou dores de cabeça que surgem com intensidade em momentos e vão e voltam. Nestes casos, o nosso organismo esta tentando mascarar ou esconder o sintoma de alguma maneira para evitar para que ele se torne aparente, neste caso dizemos que estamos em uma proteção eficaz, pois a disfunção está lá, mas não é perceptível através de sintoma ou disfunção. Quando o sintoma aparece, quer dizer que nosso organismo já não está dando conta de nos proteger, ou seja, houve já um acúmulo de situações que fizeram “transbordar” o sintoma. 

Para evitar que o sintoma se torne intolerável, ou que possa desencadear um risco à vida, nosso cérebro pode mudar também seu ritmo basal, o que por consequência irá desencadear uma alteração na parte emocional. Por isto, algumas pessoas acabam diminuindo seus sintomas, ao mesmo tempo em que há uma alteração em sua personalidade. E isto explica o porquê de pessoas internadas em hospitais psiquiátricos, com esquizofrenia ou neuroses, muitas vezes não apresentarem sintomas algum. Ou seja, quanto mais intenso o sintoma possa ser ou de maior risco a integridade da pessoa, mais o corpo gera alterações no estado emocional, muitas vezes fazendo com que a pessoa apresente uma personalidade que não condiz com a dela. 

Estas são formas de adaptação durante a vida, formas naturais que cada organismo encontra para se proteger e se manter vivo, se ajustando conforme as situações passadas e sempre com intuito de evoluir para conseguir passar por um próximo obstáculo. Nosso corpo é sábio, mas se não descarregarmos as vezes os pesos, ele se torna sobrecarregado e pode entrar em risco ou pane, como um computador cheio de dados. Portanto, limpe de vez em quando o passado, perdoe, libere mágoas, se liberte, viva e seja feliz!!! 

 

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

 Fisioterapeuta Especialista em Microfisioterapia e Nova Medicina Germânica.

www.ativaterapias.com.br