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Qual o tempo do seu trauma?

 

Quem já não ouviu alguém falando que sempre que chega o natal, páscoa, ou sempre em agosto sentem tristeza ou ficam irritados, ou ainda, todo ano apresentam algum sintoma na mesma data. Tem aquelas pessoas ainda que dizem que todos os dias as 3 da madrugada acordam no susto, levanta para ir ao banheiro, ou simplesmente despertam, tem também aqueles que depois de 10 minutos sentado em uma palestra começam a sentir dor nas costas ou uma sensação que tem que se levantar. Estas são muitas vezes releituras de uma situação de estresse anteriormente vivida, onde o cérebro gravou o tempo do ocorrido. 

Mas como assim gravou o tempo do ocorrido? Sim, nosso subconsciente grava o tempo, seja, horário, dia da semana, mês do ano. Vou exemplificar para você: quando vivemos uma situação de falecimento de alguém próximo, ou uma tragédia familiar que lhe pegou de surpresa, se ocorreu às 2 horas da manhã, no dia 27 de Agosto, no ano seguinte você poderá apresentar um sintoma físico ou mesmo uma angústia nesta mesma data, como se o cérebro ligasse um alerta de possibilidade de ocorrer novamente a situação, ou mesmo você pode acordar durante um tempo, às 2 da manhã, seja para ir ao banheiro, ou tendo uma falta de ar, ou apenas acordando e olhando para o relógio vendo a mesma hora a cada dia. O subconsciente grava a data e horário como uma forma de alerta, e de precaução, como se fosse uma tentativa de no mesmo horário ou data do ocorrido, você ficar mais atento, para evitar repetir a situação, mas ao mesmo tempo, quando o organismo percebe que aquela data e horário já passaram, e não ocorreu nada, ele informa que o corpo pode relaxar, pois a situação não se repetiu, a partir de então o sintoma aparece.

Meu professor de Leitura Biológica, Emmanuel Corbeel, grande mestre nesta área de tempo, sempre contava uma história de um paciente dele, que sempre que ia andar de moto, após 10 minutos de viagem, começava a desenvolver dores nos braços e punhos, e quando ele foi tratado, foi trabalhado sobre um acidente de moto que esta pessoa havia passado, que ocorreu exatamente 10 minutos após ele sair de casa. Ou seja, o corpo dele ligava o alerta até os 10 minutos, e após passar este tempo, o sintoma aparecia. Com a identificação da causa, o sintoma parou de ocorrer. 

Em nossos cursos é muito frequente observar também as pessoas que não conseguem ficar muito tempo sentadas no mesmo lugar, ou que acabam tendo que ficar de pé após um certo tempo, já pude encontrar situações de desvalorizações no colégio, onde professores gritavam com a pessoa, enquanto ela estava sentada, então estar sentada por um tempo, era uma noção de incômodo, pois poderia ocorrer a crítica novamente, ou mesmo pessoas que receberam notícias ruins após um certo tempo que estavam sentadas no banco do hospital, então cada vez que estão por um tempo sentadas, podem apresentar sonolência, por exemplo. 

O tempo do acontecimento muitas vezes é imprescindível na hora do tratamento de um trauma, pois assim podemos identificar todas as nuances do ocorrido, e eliminar todas as características dos sintomas. Sabendo disto podemos nos voltar internamente e começar a nos perguntar, por que será que tenho sempre sonolência às 10 horas da manhã, o que será que ocorreu neste horário, por que me sinto angustiada(o) sempre no entardecer, por que meu domingo é sempre um dia ruim para mim, por que eu acordo sempre neste mesmo horário ou por que eu nunca me sinto feliz em meu aniversário. Que tal tentar? Você sente algo assim? Compartilhe o que você descobrir, para que outras pessoas também possam conseguir se identificar e melhorar de seus sintomas. 

 

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Fisioterapeuta Especialista em Microfisioterapia e Nova Medicina Germânica. 

www.ativaterapias.com.br