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Como estão os tornozelos que te sustentam?

 

Na minha adolescência, passei por várias entorses de tornozelos, tanto nos treinos de futebol, na educação física quanto nas brincadeiras de quintal de casa. Estas lesões tornavam-se repetitivas, sem ao menos eu entender a causa delas, tanto era, que eu acabava jogando com faixas para estabilizar os tornozelos. 

Quando temos dores e alterações em membros inferiores, apresentamos uma grande incapacidade perante nossas atividades do dia a dia, pois precisamos intensamente desta região para nos locomover, ir e voltar de onde queremos, além de que são os tornozelos quem sustentam todo o restante do nosso corpo, sem eles estamos travados. 

Nas relações emocionais, os tornozelos estão diretamente vinculados a situações de tomada de decisões, isto ocorre, pois, uma das principais funções deles é nos dar os primeiros movimentos na hora de virarmos para uma direção, se eu vou para a esquerda ou para a direita, para frente ou para trás, o tornozelo tem que se mover para podermos virar o corpo para esta direção. Entretanto, quando vivemos momentos de indecisões, ou estamos nos culpando pelas decisões anteriores que tomamos, se somos forçados a tomar uma direção que não queríamos ou não nos deixam tomar as escolhas que gostaríamos para nossa vida, os tornozelos podem apresentar disfunções, sendo propensos a entorses ou dores.

Por exemplo, se você vive uma sociedade profissional, e por uma época passa por situações de ficar em cima do muro, ao não saber se permanece ou sai da sociedade, podem ocorrer fragilidades nos tornozelos. Isso também ocorre em pessoas que passam por indecisões no casamento, ou ainda aquelas crianças que ficam divididas se ficam do lado do pai ou da mãe em meio a brigas e desuniões familiares. 

A partir do momento que pude entender mais a fundo que muitas vezes o sintoma reflete uma frustração que habita nossa mente, pude começar a trabalhar sobre minhas eternas indecisões e o medo de errar, que eram reflexos de culpas perante minhas escolhas passadas, e assim, transformar meus tornozelos frágeis, em estruturas resistentes às situações diárias. 

E para você, seu tornozelo te apoia, ou é você que tem que dar apoio a ele o tempo todo? 

 

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Fisioterapeuta Especialista em Microfisioterapia e Nova Medicina Germânica. 

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