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5 causas da obesidade - Parte 3: Tenho que aguentar o tranco

 

Seguindo a linha das 5 principais causas emocionais da obesidade segundo a Leitura Biológica, hoje vou falar sobre uma expressão que diz: é preciso aguentar o tranco!! O que isto quer dizer afinal? 

Mas antes disso, se você ainda não leu os 2 primeiros artigos da série, aproveite agora para acessar e ler para ter o contexto geral das duas outras principais causas da obesidade:

Parte 1 – Agressão proximal:

 

bit.ly/IvanBonaldoagressao

Parte 2 – Abandono:

bit.ly/IvanBonaldoabandono

 

Desde pequenos, muitos de nós tiveram em sua criação situações onde era falado: “fique quieto, se não vai incomodar seu irmão mais novo que está dormindo”; “não faça bagunça, pois vai atrapalhar seus avós”; “ande na linha, pois se não seu pai vai te bater”, por mais que a criança não fizesse nada de mais; ou situações onde os outros aprontavam e quem levava a bronca era você; e ainda as situações onde nós mesmos nos cobrávamos ou culpávamos das situações ao nosso redor. 

Já tive pacientes que viram sua mãe sofrer na infância: pelo pai alcóolatra que batia, por uma perda, ou mesmo por uma frustração qualquer de vida, e acabaram se sentindo culpados, achando que era ela (a criança) quem tinha culpa pela mãe estar mal, criando assim uma sensação de ter que andar sempre na linha, fazer tudo certo, para não trazer problemas à sua mãe, que pudessem deixa-la triste novamente. Isto de certa forma os deixavam em tensão constante.

Há também aquelas crianças que assumem a responsabilidade pelos seus irmãos, seja uma responsabilidade imposta ou promovida por elas mesmas. Sentindo que nada pode acontecer com eles, até mesmo com os dizeres: “prefiro que eu sofra do que meu irmão”; ou “tenho que cuidar dos meus irmãos, para que eles não deem problema aos meus pais”; isto faz com que a pessoa deixe sua vida de lado, e acabe dando mais importância à vida dos outros do que a dela própria, sempre tendo um probleminha com um ou com outro que acabam por impedir a felicidade completa da pessoa e, por consequência, podendo alterar a glicemia, desencadeando muitas vezes a obesidade. 

Outro caso interessante que era mais frequente antigamente, era quando as mulheres ou homens casavam e iam morar com seus sogros. Como a cultura familiar era diferente, acabavam tendo que ficar calados, aguentar situações que achavam desagradáveis onde não concordavam com crenças, atitudes e o jeito dos outros serem, mas não podiam opinar, pois estavam fora de seu território e muitas vezes quando opinavam, ainda poderiam ser recriminados. 

Uma outra história que me vem na cabeça é a dos pais que vivem um casamento de fachada, mas para proteger os filhos ficam em um relacionamento que não traz mais benefício a ambos, permanecendo sem se sentirem realizados plenamente, tendo que aguentar um ao outro dia após dia. 

São muitas as histórias de pessoas que seguram a barra da família, amigos, e acabam esquecendo de sua própria saúde e felicidade. É quando temos que aguentar o tranco, temos de nos fazer de fortes para aguentar cada situação, cada obstáculo vivido. Estes tipos de situações podem afetar o funcionamento do trato digestivo, principalmente intestino grosso e pâncreas, alterando as idas ao banheiro e a busca pela comida, muitas vezes em uma compulsão alimentar, que em conjunto com outras situações acabam por promover a obesidade. 

 

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Fisioterapeuta Especialista em Microfisioterapia e Nova Medicina Germânica. 

www.ativaterapias.com.br