Thumbnail

5 causas da obesidade - Parte 5: Conflito de silhueta

Você já teve aquela situação de se olhar no espelho e não gostar do que viu? Percebeu uma gordurinha a mais aqui e ali, um culote, achou que o bumbum é grande ou pequeno demais? Então leia este artigo para entender o motivo de esta ser uma das causas da piora na obesidade.

Já falei para você sobre o conflito de agressão proximal, o abandono, a sensação de ter que aguentar o tranco e sobre o airbag relacional. Se você ainda não viu estes artigos, procure ler os anteriores aqui no meu site. Para agora fecharmos os cinco artigos sobre os principais fatores emocionais da obesidade, falarei sobre o conflito de silhueta.

O conflito de silhueta é considerado para alguns, como um conflito de tranca, mas o que isto realmente significa? Quando vivemos uma situação de frustração emocional, em geral, podemos voltar ao estado físico e emocional normal, naturalmente. Por exemplo, quando passamos por uma situação de irritabilidade momentânea, podemos retornar a um equilíbrio emocional logo após. Ou quando passamos por uma situação de incômodo que leva a uma gripe, depois de alguns dias retornamos ao estado habitual. Porém, o conflito de tranca é quando ficamos trancados na frustração física ou emocional. É como o nome diz, ficamos trancados, presos no problema, sem conseguir voltar à nossa normalidade.

Mas então o que isto tudo quer dizer? Quando vivemos situações de desvalorização de si, principalmente quanto à estética corporal, “sou gordo demais” ou “sou magro demais”, considerando uma parte do corpo ou o corpo todo como inestético, isto pode gerar um aumento do tecido adiposo, levando a regiões específicas de aumento de gordura ou ao corpo como um todo. Acontece principalmente por acharmos que devido à nossa aparência, as pessoas ao nosso redor irão deixar de gostar de nós.

Claro que a desvalorização por parte dos outros pela nossa estética, também bate como uma agressão a nossa autoestima, piorando ainda mais o processo. Mas quando olhamos para nós mesmos no espelho e nos autoagredimos com olhares, pensamentos ou mesmo com palavras de crítica ao formato do nosso corpo, acabamos por fazer com que fiquemos ainda mais presos ao estado corporal que nos encontramos, dificultando ainda mais nosso objetivo de alteração quanto à presença da gordurinha.

Como temos olhos para ver e dificilmente deixamos de ter espelhos em casa, fica difícil não olharmos em algum momento. Mas se você está no começo do processo de trabalhar a perda de gordura, contando com nutricionista e atividade física, tente evitar ao máximo olhar sua silhueta e se criticar. Evite espelhos, mas quando se olhar tente utilizar-se de pensamentos bons e se elogie, independente sobre o que. O importante é que tire o foco da crítica que irá apenas piorar tudo, saia do conflito de tranca e se permita sentir amor por si mesmo(a).

Dr. Ivan Bonaldo
Crefito 8/99696-F
Fisioterapeuta Especialista em Microfisioterapia e Nova Medicina Germânica.
www.ativaterapias.com.br