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Dores nas Amídalas, o que pode ser? | Parte 1- amídala direita

 

Como é comum observar pessoas com este tipo de sintoma, desde crianças até idosos, todos passam ou já passaram por este tipo de dor, que surge sozinha ou com um conjunto de outros sintomas simultaneamente, seja nariz escorrendo, tosse, dor de cabeça, dor no ouvido, dor no corpo, entre outros. Como já falei em artigos anteriores, cada sintoma representa uma percepção sobre o estresse vivido, por isto podem mais de um sintoma aparecer ao mesmo tempo, pela pessoa apresentar várias percepções sobre o mesmo estresse. Mas hoje é o dia de falarmos sobre as Amídalas que ficam na região da garganta. 

As amídalas, derivadas do endoderma, são divididas em esquerda e direita na relação emocional. A amídala direita está relacionada com situações de não poder pegar um bocado, ou tomar algo para mim. Como por exemplo, quando uma criança não consegue tomar algo para ela, geralmente o bebê começa a vivenciar esta situação de uma forma real, ou seja, não poder tomar o seio de sua mãe, o leite, para si, em uma mãe que não consegue amamentar, ou que possa estar vivendo em uma situação de depressão pós-parto, estando então ausente e não conseguindo ficar próxima a criança; posteriormente em uma criança ela pode viver também situações de não conseguir tomar o pai para si, quando o pai faz uma viagem e demora a voltar ou se separa da sua mãe, e vai em bora, e não consegue que o pai volte para perto de si ou ainda a criança que não consegue um brinquedo que tanto queria.
Já atendi várias crianças também que apresentavam amidalites recorrentes ao presenciar desentendimentos familiares permanentes, sem entender ao certo o que estava acontecendo, sem poder pegar a informação correta que pudesse demonstrar o motivo real do problema, ou com um medo recorrente que algum dos pais saia de casa, seja por um acontecimento prévio de um dos pais ter saído, ou por recorrentes ameaças verbais da mãe, mandando o pai ir em bora, ou do pai falando que vai sair e não vai mais voltar. Desta forma a criança fica num estado de alerta para sempre tentar pegar as informações necessárias para ter os pais por perto, como se tivesse que os trazer para perto de si.
Nos adultos esta percepção também acontece quando se vivencia situações de não poder tomar algo para si, como uma pessoa que se deseja ter um relacionamento, e é algo proibido ou impossível de ocorrer; nos casos de querer adquirir um posto de trabalho mais elevado, ou uma promoção, e não ser possível; já atendi vários casos com a sensação de ter que arrumar um jeito de ganhar mais dinheiro, para pagar uma dívida, ou um empréstimo. No geral tudo se baseia em pegar algo para si.
Lembrando que no caso da amidala, na fase de estresse ocorre uma proliferação celular dos tecidos da região fragilizada, mas sem sintoma aparente para a pessoa. O sintoma só irá começar a aparecer na fase de resolução do estresse, ou seja, quando a pessoa consegue sair do problema, seja no bebê quando consegue tomar a mãe para si, ou na criança que para de presenciar discussões, ou no adulto quando consegue conquistar o que almejava ou para de se importar com não ter aquilo que desejava. Neste momento que surge a dor, as vezes com febre, denominada de amidalite, e com bactérias presentes para que possa eliminar aquele tecido que foi aumentado na fase de estresse, para que então possa voltar a normalidade. Se as bactérias não estiverem presentes, a amidala tende a permanecer grande e com crateras, pois o uso de antibióticos em excesso impossibilita as bactérias fazerem seu trabalho.
No próximo artigo falarei das relações da Amidala esquerda. Se você compreendeu esta relação e conhece pessoas que sofrem desta fragilidade frequentemente, compartilhe com ela, talvez assim ela possa sair deste processo e ter uma vida sem tantas dores.

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Idealizador do Congresso Internacional das Leis Biológicas

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