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Dor na amídala | Parte 2 – Amídala Esquerda

No artigo anterior falei um pouco para você sobre a amídala direita e suas causas emocionais, que muitos de nós acabamos desencadeando este tipo de sintoma, sendo algo muitas vezes frequente e até cogitado como algo normal de ocorrer. Mas enquanto não entendermos o fator inicial para o surgimento deste sintoma, tenderemos a ficar com recidivas frequentes que não são necessárias. 

A amídala esquerda tem uma função emocional, baseada na embriologia de eliminar, cuspir ou me desfazer de algo, ou seja, quando vivemos situações que não conseguimos realizar isto, onde temos que pegar para nós, aceitar, engolir, algo que não é agradável ou que não queria para mim, pode surgir uma disfunção no funcionamento deste órgão.
A amídala é derivada de tecidos endodérmicos, e desta forma em sua fase de estresse não apresenta sintomas, mas é nesta fase que iniciam as proliferações celulares e a hiperplasia da amídala, que é a amídala aumentada de tamanho. O sintoma começa a surgir quando a pessoa entra na fase de reparação, que somente ocorre quando a pessoa sai da fase intensa do estresse e isto faz com que ocorra a decomposição das células, com inflamação e infecção.
As crianças geralmente vivem isto em sua infância mais frequentemente, pois elas vivem as situações de uma forma mais arcaica, então acabam por ter comidas ou remédios que não gostam sendo impostos a elas, que elas não podem cuspir, elas acabam sendo forçadas a engolir, ou dificuldades em aceitar situações vividas no âmbito familiar, de desentendimentos e desarmonias, ou mesmo imposições ou serem forçadas a fazerem coisas que não se agradam. Muitas crianças quando começam a ir à creche ou primeira escolinha acabam desencadeando as amidalites, e não é por que pegaram de outras crianças um vírus ou bactéria, mas sim pois tiveram que aceitar mudar suas rotinas, onde elas se sentiam seguras e protegidas, para um ambiente com pessoas desconhecidas e com outras crianças amedrontadas ao redor, chorando sem parar, que acabam por dar o sinal para elas que aquele ambiente é perigoso e hostil, e quando surge o primeiro fim de semana que elas não precisam ir aquele lugar, elas relaxam, e o sintoma aparece.
Os adultos também podem viver recidivas deste sintoma, quando têm de se submeter, engolir palavras de seu chefe, onde não podem retrucar, e têm que simplesmente engolir a seco aquela situação, e quando um dia o chefe é demitido, ou muda o chefe, ou muda de local de trabalho, a dor aparece.
Ou mesmo quando a esposa ou marido tem que aceitar atitudes repetitivas de seu parceiro(a), sem poder sair daquele relacionamento, pois tem filhos pequenos ou depende dele financeiramente, acaba aceitando dias, meses ou anos as palavras, atitudes e/ou violência física e/ou moral, e quando enfim pode falar o que sente, retrucar palavras ou se separar, acaba por sentir o sintomas da dor na amídala.
A dor é um aviso do corpo, querendo dizer que você saiu em partes ou totalmente de um estresse, então quando sentir esta dor, olhe para horas ou dias atrás e veja de que estresse você saiu, com esta conotação, onde você pode dizer algo que estava a muito tempo engasgado, sair de uma situação que tinha que aceitar a tempo ou que você pôde lidar com a situação de uma forma diferente, isto irá te dar referência, para que quando acontecer uma situação de mesma forma da anterior, você possa usar ferramentas mais eficazes para não permanecer no estresse tanto tempo novamente.

 

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Idealizador do Congresso Internacional das Leis Biológicas

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