Thumbnail

Isto é uma dor emocional, então não existe!

 

Isto é um grande mito. Muitos pacientes acabam vindo para mim, relatando terem sido diagnosticados com dor emocional, que isto é devido ao seu estresse” ou “isto é pela depressão”. E por qual motivo isto ocorre? Isto ocorre pois acredita-se que tudo que não possa ser visto em exames ou que não tenha uma justificativa plausível em exame, é conotado como “coisa da cabeça”, ou que a pessoa inventa da dor. Por exemplo, se não há bactéria no estômago, é gastrite nervosa, se não aparece hérnia na lombar ou disco degenerado, a dor é emocional. Ou seja, se algo não pode ser visto em exame, o sintoma deve ter sido criado pela mente da pessoa. 

O que quero trazer a você com este artigo é de que o mito está em acreditar que a alteração no órgão, músculo ou articulação não exista, quando se tem uma frustração vinda do emocional. Na verdade, a grande maioria das nossas dores são sim criadas por nós mesmos, devido às inúmeras situações vividas emocionalmente, raros são os casos do sintoma derivar de algo físico, como nos casos de um acidente, quedas, batidas ou extremos esforços. 

Nosso organismo funciona em uma tríade, onde ocorre a alteração na percepção da vivencia emocional, alteração em cérebro e no órgão/tecido, tudo isto simultaneamente. Desta forma, basta você vivenciar uma situação de estresse, por exemplo, uma situação de desentendimento com o(a) parceiro(a), que seu emocional irá responder a isto, assim como o cérebro e um órgão ou tecido específico. 

Qual é o detalhe então de um sintoma aparecer ou não em um exame? O que faz com que o sintoma se torne já aparente no exame é a intensidade da situação vivida ou duração do estresse. Por exemplo, se você viveu uma situação de contrariedade indigesta leve com o seu chefe, que durou dois dias, você pode apresentar uma dor na região do estômago momentânea, que se fizesse um exame talvez não encontrasse uma causa em si, entretanto, se a duração fosse de uma permanência de 2 anos sobre esta contrariedade com o chefe, ou que a situação tenha sido intensa, pode já ser observada uma alteração na endoscopia. 

O caso das dores lombares ou de qualquer outra articulação pode ser visto da mesma forma, por exemplo, se você vivencia uma situação de estresse momentânea de 2 a 3 dias, no final desta situação você pode apresentar uma dor lombar, mas que em exames pode aparentar estar tudo normal, mas se a duração da frustração vivida é de 10 ou 15 anos, ai já podem aparecer degenerações e disfunções no funcionamento de disco, vertebrais, ligamentos. 

Mas não quer dizer que, por você não apresentar alteração no exame, a dor não seja real. Você sente sim o sintoma, e há uma disfunção local, mas como nem sempre é a nível de estruturas maiores, pois pode ser uma alteração a nível celular ou neurológica, nem sempre os exames habituais irão poder detectar. 

Os sintomas em geral têm um motivo para estarem ali, são alertas de que algo fugiu da normalidade, ou que o corpo está tendo a função de reestruturar um tecido que estava fragilizado. Quando entendemos a causa deste sintoma podemos interpretar melhor os sinais de nosso corpo, podemos relaxar e lidar de forma mais adequada com os estresses diários.

 

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Idealizador do Congresso Internacional das Leis Biológicas

www.leisbiologicas.com