Thumbnail

Dor cervical, o que te faz baixar a cabeça?

 

A dor na região cervical é algo frequentemente observado em diferentes pessoas, de diferentes formas possíveis. A cervical é a responsável por suportar nossa máquina mais fascinante, nosso cérebro e manter nossos sentidos a postos a quaisquer situações de perigo. É através da cervical que podemos virar rapidamente a cabeça para enxergarmos o que está acontecendo ao nosso lado, é ela que mantém a cabeça ereta e podemos enxergar para frente. Se temos uma dificuldade para ouvir algo, rodamos o pescoço para que nosso ouvido de melhor capacidade auditiva seja direcionado para a região de onde vem o som que queremos ouvir. Se esta articulação fosse travada, andaríamos feito um robô, sem conseguir olhar eficazmente para os lados, para cima ou para baixo, poderíamos ter dificuldade de levar os alimentos a boca, quem já passou por um torcicolo sabe do que estou falando. 

As dores na região cervical podem ser de diferentes contextos emocionais, mas os principais são a sensação de desvalorização intelectual e o contexto de desvalorização ao ter que se submeter a uma pessoa, ou seja, baixar a cabeça e aceitar uma injustiça ou humilhação. 

Quando falamos em desvalorização intelectual, estamos relacionando a região da cervical alta, que corresponde às primeiras três vértebras cervicais de cima para baixo. Por ser a região mais próxima ao cérebro ela acaba captando os contextos emocionais da região proximal, logo pois, o cérebro é a fonte do intelecto. Desta forma, situações como onde nos sentimos criticados quanto a nossa capacidade intelectual, como por exemplo em frases como: “você é um burro mesmo”, “você não presta para nada”, você faz tudo errado”, acabam por conotar uma incapacidade à pessoa, se sentindo impotente em resolver as situações intelectualmente. A pessoa pode lidar com a situação anterior em geral de duas maneiras, ou se sentindo que realmente não é capaz, numa constante inferioridade, baixando a cabeça para tudo e todos, sem a mínima motivação em tentar realizar as coisas, pois já acredita que não conseguirá, ou na forma oposta, criando uma compulsão perfeccionista para tentar provar para tudo e todos que é capaz e tem razão em todas as questões e situações. 

Outro contexto de desvalorização intelectual ocorre quando não nos sentimos capazes de resolver um problema intelectualmente, ou não conseguimos achar uma saída intelectual para uma dificuldade que está acontecendo, como no caso de uma briga de família, em que uma das pessoas quer resolver o desentendimento a todo custo, pensa e repensa em uma forma de acabar com a desunião, mas tem a dificuldade de reunir a família como antes. Muitas vezes acabamos pensando incessantemente para tentarmos resolver problemas, que às vezes não dependem de nós para serem resolvidos, e desta forma nos sentimos incapazes intelectualmente de ter achado uma solução. 

Quando falamos em cervical baixa, em geral relacionamos a situações onde temos que nos curvar a uma pessoa ou situação. Isto é clássico para toda e qualquer espécie animal. Por exemplo, um cachorro que queira ser aceito em um bando, ou que não queira brigar com outro cachorro, ele tem que demonstrar sua submissão ao bando ou ao mais forte, para evitar perigos maiores, e a forma que ele encontra para demonstrar isto corporalmente é curvando seu pescoço e baixando sua cabeça. Esta posição corporal corresponde a um significado universal de que eu aceito o que vocês querem ou demandam a mim, e isto também é expresso por nós seres humanos. 

Quantos de nós não temos que baixar a cabeça ao chefe, quando ele recrimina de uma determinada maneira, por mais que a situação seja injusta e humilhante, temos que aceitar, pois confrontar com ele pode gerar uma demissão. Ou no relacionamento conjugal, que muitos casais acabam tendo, um deles, que evita conversar ou falar sobre seus sentimentos andando cabisbaixo pela casa, mostrando sua aceitação por tudo que ocorre. Certamente em muitos destes casos há uma aceitação com uma raiva escondida, mas está raiva ou injustiça não pode ser expressa por algum medo, então a pessoa permanece no padrão. 

Já as dores cervicais que descem pelo pescoço até os braços, seguindo este contexto, estão relacionadas nas mesmas informações anteriores com um adicional da relação com a localidade do braço onde a dor neural esta localizada, mas muitas vezes está relacionada a uma informação que me pegou de surpresa e não pude me proteger ou afastar de alguém que me confrontou com palavras ou atitudes, podendo haver variáveis, mas sempre com o contexto de ter que baixar a cabeça e se submeter a uma injustiça ocorrida ou a uma desvalorização intelectual. A posição em que vivemos a situação também pode ser a propagadora da dor, como se uma pessoa perde um ente querido em seu colo, onde ela estava olhando para baixo, com o pescoço curvado e com os braços segurando a pessoa falecida, cada vez em que ela entra nesta mesma posição, seja para erguer um peso ou segurar uma outra pessoa que está doente, o cérebro reativa o padrão da situação vivida anteriormente e o sintoma pode aparecer. 

Estas informações fazem sentido para você que tem dores cervicais? Então utilize destas informações para tentar mudar sua percepção sobre a situação, e tente erguer a cabeça e ver que a vida pode ser bela para você, eleve sua cabeça e veja o futuro próspero que o aguarda. 

 

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Idealizador do Congresso Internacional das Leis Biológicas

www.leisbiologicas.com