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E quando a cura não acontece?

 

Você já sentiu que uma dor estava quase terminando, você quase não estava mais sentindo os sintomas, e de repente ela volta com tudo. Você já passou por isto? 

Como falei no artigo anteriores (se você não leu ainda clique neste link http://bit.ly/stress_trilhos , todo sintoma passa por um gráfico de estresse. Na fase ativa do estresse, há um pico de alerta e na fase de resolução há uma tentativa de restauração dos tecidos do corpo. Caso você passe por uma situação momentânea de estresse que dure 2 a 3 dias, logo após você sair desta frustração, você entrará na fase de resolução, ou seja, seu organismo irá corrigir a região de alteração de tecidos e neste momento geralmente os sintomas aparecem, se você passar bem por esta fase, em horas ou poucos dias os sintomas pararão. Entretanto, se o conflito ficar sendo reativado ou relembrado após a fase de resolução, o sintoma tenderá a não ser resolvido, ou seja, permanecerá por mais tempo do que o necessário, ou ficará reaparecendo com frequência. 

Por exemplo, atendi uma paciente certa vez que apresentava dores musculares em várias regiões do corpo, que acabou por ser diagnosticada com fibromialgia. Estas dores em braços, pernas, região de pescoço, trapézios e torácica, vieram de situações de discussões que ela presenciava entre filho mais velho e o esposo, onde ela se sentia impotente de poder evitar, ficando preocupada que algo pior pudesse ocorrer, além de não saber do lado de quem ela deveria ficar. Esta situação remetia a situações que ela já havia vivido com os pais na infância, onde o pai chegava em casa e discutia com sua mãe, em tom de voz alto. Desta forma quando ela viveu a primeira situação entre esposo e filho, que foi algo intenso, pois o esposo chegou a bater no filho, ela ligou o alerta, mas após o conflito se solucionar e eles voltarem a conversar, brincar e se entender, ela pôde relaxar, e então os sintomas começaram a aparecer. A partir disso, logo após houve uma nova situação, mais leve, mas com o mesmo contexto, isto fez ela reativar o estresse, e a cada momento a partir de então que o esposo ou o filho chegassem estressados em casa, ou que algum alterasse um pouco a voz, ela já ligava a "anteninha" e ficava em alerta, desta forma ela ficava sempre reativando e saindo do estresse, o que fez com que o sintoma nunca saísse, até o momento que ela resolvesse o estresse primário. 

O mesmo acontece com qualquer outro órgão, como o caso da bexiga, que pode gerar infecções recorrentes, por exemplo no caso de uma mulher ou de um homem que tem ciúmes em excesso, com medos recorrentes de perder seu/sua parceiro(a), ou de ser traído(a); Nos casos de amigdalites recorrentes, onde a pessoa acaba tendo que se submeter frequentemente a situações que não a agrada, mas tem que aceitar; Nas dores de cabeça que se repetem, enquanto a mãe fica no alerta de medo de que aconteça algo com o filho adolescente que sai para festas e demora a voltar. Dependendo o órgão relacionado ao estresse, há um sintoma específico que aparece. 

Quando conseguimos identificar o padrão causador do sintoma, e mudarmos a forma de vermos a situação e/ou entendemos que o que aconteceu já passou, que não irá acontecer novamente, ou quando paramos de viver a situação que nos lembra do estresse, tendemos a sair do processo que gera o sintoma, desta forma o sintoma tende a não mais aparecer. 

Nem sempre é fácil conseguirmos sozinhos identificar o processo, pois não conseguimos ver o que representa um obstáculo para nós, mas sempre é tempo de olhar para dentro de si, e começar a sentir quais são os reais sentimentos lá dentro de nós. Este outro artigo meu pode lhe ajudar a chegar mais fundo neste equilíbrio, clique e confira http://bit.ly/MeditarEnfrentar.

 

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Idealizador do Congresso Internacional das Leis Biológicas

http://www.leisbiologicas.com