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O que não me deixa melhorar?

Alguns pacientes perguntaram por que não apresentam melhoras com alguns tratamentos que realizam?

Um dos fatores para a permanência dos sintomas após tratamentos, é a permanência do efeito causal. Vou dar um exemplo para vocês entenderem, imaginem uma criança brincando no barro, sua roupa ficou suja, assim como ela, para melhorarmos a aparência dela, mandamos ela tomar banho e trocar de roupa, entretanto, após o banho ela voltou ao barro para brincar um pouco, e voltou a se sujar. Com nosso organismo muitas vezes acontece a mesma coisa, quando procuramos um tratamento, o objetivo é limpar um pouco da sujeira que de alguma forma esta nos fazendo mal, mas se após o tratamento voltamos a passar pelas mesmas situações (sujeiras), ou não deixamos elas para trás, a tendência é que os sintomas retornem, principalmente se não aprendemos a lidar com estas situações específicas de estresse. 

Um exemplo frequente que eu encontro no cotidiano do consultório é o aparecimento de alguns sintomas em crianças que convivem com pais que gritam muito em casa, que brigam entre si ou com os filhos, que batem. Por mais que se trate de alguns sintomas (que estão relacionados aos problemas familiares), o sintoma pode muito bem retornar caso haja novamente a discussão, a briga em casa. Assim como nas situações de atritos entre marido e mulher. 

Uma vez atendi um menino de 9 anos de idade, que apresentava crises epiléticas com recorrência, uma a duas vezes por semana, quando trabalhei com ele, encontramos a relação de medo, onde ele se sentia paralisado, sem reação, perante as frequentes brigas dos pais, se sentindo impotente de fazer algo para evitar ou amenizar as situações. Após a primeira sessão houve uma grande melhora, as crises espaçaram consideravelmente, mas o ambiente não mudou, a criança até tentava lidar de uma forma mais amena a situação, mas os pais em fase de separação, brigavam cada vez mais, e o sintoma no momento não saia por completo. Tem um grande ditado no meio em que convivo profissionalmente, “de nada adianta limpar o peixinho e deixar o aquário sujo”, pois no momento que colocarmos o peixinho limpo, de volta ao ambiente carregado de problemas, ele tenderá a voltar a sentir os sintomas, pois estes fazem parte das situações de estresse. 

Nosso organismo é ensinado a nos proteger, ele não está aí para nos chatear, sendo assim, nossos sintomas são uma forma de nos alertar que há algo de errado acontecendo. Mas se permanecemos nas mesmas frustrações, provavelmente iremos permanecer com os sintomas. Quais situações você tem repetido em sua vida? Quais mudanças você precisa fazer para ter uma vida mais plena e harmoniosa? Que tal dar o primeiro passo agora?

 

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Idealizador do Congresso Internacional das Leis Biológicas

http://www.leisbiologicas.com