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Diálogo como forma de evitar o surgimento de doenças

 

Há alguns dias uma paciente chegou ao meu consultório, levando seus dois filhos, um menino de três anos e uma menina de cinco. Ela queria que eu buscasse nelas algumas alterações leves, mais como prevenção, para evitar que os sintomas viessem a piorar. 

Iniciei a avaliação normalmente, buscando pelos sintomas mais aparentes e pude observar que poucos traumas emocionais as crianças apresentavam após o nascimento, situação rara de encontrar, pois após um grande número de crianças que venho atendendo na clínica, ou nos atendimentos voluntários que promovo em instituições que auxiliam crianças de baixa renda, todas apresentavam várias situações vividas em estresse, impotência, desvalorização ou até de perigo de vida. Mas estas crianças eram diferentes, algo na vida delas permitia um equilíbrio tão grande, que por mais que passassem por mudanças ou por algumas situações de estresse, elas mesmas conseguiam se corrigir das alterações. 

Conversando com a mãe pude compreender como funcionava este processo. Sempre que uma situação acontecia ou fosse acontecer que alterasse o cotidiano das crianças intensamente, a mãe ou o pai sentava com as crianças e conversava com os mesmo sobre o que aconteceu ou o que iria acontecer, fazendo com que não fossem tomados de surpresa, ou os acalmando após o ocorrido. Por exemplo: se fosse ocorrer uma mudança de casa ou de cidade, os pais explicavam o que iria acontecer, o porquê da situação estar acontecendo e sempre colocavam a situação como algo positivo, assim como às vezes situações de desentendimento entre o casal. 

Esta é uma maneira importante de evitar situações de estresse intenso e preparar as crianças para o que está para acontecer. Quando passamos por situações de estresse nas quais não nos sentimos seguros, principalmente na infância, acabamos sentindo muito mais do que na vida adulta, pois somos mais frágeis e suscetíveis. 

Mas é claro que não basta somente isto para evitarmos doenças na pequena infância, mas também uma família equilibrada sem grandes brigas, em harmonia, propicia a estabilidade do lar e o equilíbrio das crianças. Pais conscientes do que pode ou não fazer mal a seus filhos, diminuem intensamente o risco de doenças. 

Com isto poderíamos reduzir em grande escala o surgimento de alterações graves nos filhos, mas lembrem que as alterações não são desencadeadas somente pelo trauma emocional, também temos o trauma tóxico e físico que são também difíceis de serem evitados, além de situações decorrentes da gestação e hereditários. Se o nosso organismo funcionasse de uma maneira fácil, já não teríamos mais doenças.  

 

Dr. Ivan Bonaldo

Crefito 8/99696-F

Idealizador do Congresso Internacional das Leis Biológicas

http://www.leisbiologicas.com